Zurique: feira de Natal, frio e gentileza.

Nesse ultimo sábado dia 08/12/2012, eu visitei a cidade de Zurique na Suíça, e pretendo contar como foi tudo para vocês neste post! Zurique está entre as dezenas de cidades que eu sempre quis conhecer, e nas ultimas semanas apareceu esta oportunidade de ir visitá-la, ainda que as condições não eram as ideais – toda oportunidade é uma chance de experimentar um tipo diferente de viagem e viver algo novo – e eu aproveitei! Vamos então ver uns dados básicos sobre o lugar e depois partir para a viagem…

Zurique não é a capital da Suíça (Confederação Helvética), mas é a sua maior cidade. Se encontra a nordeste do território, dentro da zona ‘germanófona‘; é a ‘capital do cantão’ de Zurique e faz parte da confederação desde 1351 – a Suíça é uma republica federal dividida em 26 regiões ou ditos ‘cantões’, a cidade de Berna é a sede das autoridades federais.

Foto minha,

Foto minha.

Cronograma: O esquema de viagem seria o seguinte. Somente um dia de duração, partir de manha cedo, passar o dia e voltar pela noite, fazendo tudo de ônibus pelas autoestradas da Itália e Suíça, e dentro da cidade fazer os passeios a pé pelo centro histórico. Acordamos as 3:30h, chegamos ao ponto de partida do ônibus as 05:00h e partimos com um pouco de atraso as 05:45h. Fizemos todo o percurso em autoestradas e tivemos somente duas paradas: uma para o café da manha no ultimo restaurante em solo italiano, antes de chegar a cidade de Como, e a outra parada na fronteira Suiça-Italia, para fazer a checagem de alfandega. Ao meio-dia chegamos na cidade de Zurique. Partiríamos novamente as 21h para chegar novamente em Torino mais ou menos as 02:00h (eu realmente não lembro mais, o cansaço era grande!).

Lembre-se de acompanhar a viagem com o mapa do blog, fica mais facil! :) Coloquei grande parte dos pontos que visitei la.

Foto minha.

Foto minha.

Neve, muita neve!

Neve, muita neve!

Clima: Eu já tinha checado a previsão do tempo para o dia da viagem, e sabia que nevaria durante a noite anterior e faria sol durante o sábado. Conforme fomos atravessando a Suíça em direção ao norte já vimos muitas paisagens completamente nevadas e em alguns lugares ainda caia neve. Ao chegar la a surpresa não foi muito grande: a cidade estava toda nevada e muito, muito fria! – foi o sol que se recusou a aparecer durante o dia inteiro, não facilitando muito para quem não esta acostumado com o frio. Até as 16h a sensação térmica estava suportável (se você estivesse com as roupas adequadas); o problema foi quando o sol ‘se pôs’ fazendo a temperatura abaixar mais ainda e trazendo um pouco de vento, e então ficou realmente difícil continuar passeando na rua.

Entrada da feira de Natal e arvore de Natal feita pela Swaroviski.

Entrada da feira de Natal e arvore de Natal feita pela Swarovski.

O passeio: a primeira coisa que eu posso dizer de Zurique é que a cidade é um charme! Se vê claramente a diferença de arquitetura em relação à Itália e outros países: construções muito germânicas e feitas para o frio e neve constantes. Existem muitas construções medievais e dos séculos seguintes, mas ao mesmo tempo você vê prédios moderníssimos e com um toque de futurista. De um lado você encontra igrejas luteranas e protestantes de séculos atras e do outro você vê um moderno bonde passando pela rua e não fazendo algum barulho! A cidade possui rios que a atravessam e vão desembocar num lago – muitas pontes conectam as partes separadas pelos rios. Claro que o fato da cidade estar preparada para o Natal conta muito…

Dentro da estaçao.

Dentro da estaçao.

O primeiro ponto onde chegamos foi a estação central de trem (ficava perto do estacionamento dos ônibus de excursão) que mais parecia um grande centro para praticamente… tudo! Estacão de trem, shopping, praça de alimentação, banheiros públicos e chuveiros, supermercado, bicicletário e um grande espaço central onde, para a atual época, estavam montadas barracas para as ‘Feiras de Natal‘ da cidade. Ali você encontrava um pouco de tudo: decorações, roupas, joias, bolsas, comidas tipicas, bonecos, etc, lindíssimos de serem observadas! Pena que somente isso, porque os preços (a grande maioria em francos suíços e não euros) eram coerentes com o nível de vida da população: altos. Mas mesmo assim valeu a pena pelo passeio. O objetivo era almoçar ali na estação, e eu pretendia experimentar alguma coisa tipica, mas novamente os preços não ajudaram: tudo era praticamente o triplo do que eu estava acostumada a pagar, até mesmo para lanches e sanduíches, então acabei indo com a opção segura e padrão de ‘Burguer King’, que tinha o preço tabelado equivalente ao que se paga aqui.

Vista panoramica. Foto minha.

Vista panoramica. Foto minha.

Vista panoramica. Foto minha.

Vista panoramica. Foto minha.

Depois de terminada a feira e o almoço, partimos em direção do centro e dos pontos turísticos históricos de Zurique. Tínhamos dois guias que nos indicaram lugares e nos ajudaram. A primeira parada foi subir uma ladeira que dava para um ‘belvedere’ – uma praça de frente à uma igreja que tinha uma vista panorâmica da cidade e do rio Limmat – muito bonito! Paramos para algumas fotos e prosseguimos para visitar a igreja protestante “Kirche St. Peter”. A igreja possui uma torre com relógio e os números do relógio são banhados à ouro! Aproveitamos para entrar e conhecer por dentro e fomos surpreendidos por um grupo de Coral e Instrumentos que estava ensaiando para o natal; e o melhor de tudo: o ensaio é aberto ao publico e você pode entrar, sentar nos bancos e aproveitar a musica enquanto descansa e se esquenta um pouco.

St Peter Kirche. Foto minha.

St Peter Kirche. Foto minha.

Igreja por dentro durante o ensaio do coral.

Igreja por dentro durante o ensaio do coral.

Chocolate que eu escolhi.

Chocolate que eu escolhi.

Saímos da igreja e continuamos o passeio pelo centro histórico vendo vários prédios e ruas que infelizmente não consegui anotar por causa da situação. Acabamos indo para a ‘Praça dos Bancos‘ – uma praça onde se localizam os principais bancos suíços e europeus, onde o metro quadrado é um dos mais caros da Europa (alguns deles ultrapassam os 200.000€ m/2!), basicamente o coração da atual economia suíça e europeia, o único lugar do continente onde a crise não chegou, como tantos dizem. Na mesma praça e rua encontramos a Sprungli, uma confeitaria e casa de chocolates suíços famosíssima. Eu entrei e dei uma volta pela loja: o lugar é maravilhoso, todo decorado e com muita movimentação. A grande maioria dos chocolates tem um preço realmente alto – alguns pacotinhos de chocolates de Natal custavam até 65€!), mas eu consegui encontrar uma barra de chocolate ao leite por 5 francos suíços, que equivale a um pouco menos que 5€, então foi o escolhido! Tentei tirar algumas fotos da loja porque era irresistível, mas me deparei com uma funcionaria suíça que discretamente me olhou e disse “nein! Nein! Nein!” (o que assusta um pouco, não importa a educação da pessoa!), pedi desculpas e mostrei que estava desligando a câmera e recolocando dentro da bolsa.

Vitrine da Sprungli.

Vitrine da Sprungli.

Depois disso entramos em ainda outra igreja (Grossmunster) para descansar e esquecer um pouco o frio – já estava ficando tarde e difícil de caminhar na rua –, ela era muito simples por dentro e não tinha nenhuma atividade acontecendo, mas descobrimos que nas criptas de baixo da igreja se encontravam ruínas da primeira igreja que Carlos Magno construiu e/ou descobriu na cidade e datava do século 8! não havia praticamente nada sobrando, a não ser uma estatua do próprio imperador e algumas colunas. A estrutura da igreja principal data de 1100.

Carlo Magno.

Carlo Magno.

IMG_0280Dali saímos para procurar um café ou restaurante para fazer uma parada de ‘café da tarde’ e encontramos um bar/café não muito especial, mas muito acolhedor e agradável, onde se podiam pedir cafés, chás e outros tipos de bebida quente. Na parte final do dia terminamos de passear pelas lojas e outras estruturas preparadas para o natal e para receber os turistas: tudo muito bonito e com uma atmosfera especial! Antes de voltar para o ônibus eu entrei em uma ultima igreja que apareceu pelo meu caminho e me deparei com outro ensaio de coral! Com a autorização das pessoas que estavam na entrada, sentei e assisti até que me avisaram que iria começar a apresentação de verdade e que eu precisaria sair – tudo com a maior educação e gentileza. Então me juntei ao grupo e voltamos para o ônibus – estava na hora de voltar para casa.

Foto minha.

Foto minha.

As impressões que ficaram da cidade foram excelentes: ainda que estivesse frio, úmido e nevado (e isso me trouxe alguns problemas: em um certo momento neve entrou no meu tênis/bota e derreteu, gelando os meus pés…) e o tempo fosse curto, a cidade é muito bonita e especial. Você entende claramente que esta numa cidade de tradição germânica quando vê toda a limpeza (apesar da neve), organização, funcionalidade e boa educação. As estruturas são organizadas e você encontra as coisas com facilidade; a tecnologia a serviço da população é evidente no transporte publico, nas lixeiras, etc. E acima de tudo, as pessoas são educadas como eu nunca vi boa educação e gentileza na vida. Eu tentei falar italiano no inicio porque em certas regiões da Suíça se fala italiano, mas a pessoa que me atendia falou que italiano não funcionava ali e então eu sugeri o inglês, pedindo desculpas: a pessoa prontamente começou a me atender em inglês sem nenhuma reclamação (até pelo fato de eu não falar nada de alemão). A partir dai eu perguntava tudo em inglês, e não encontrei nenhuma pessoa que se recusasse a me responder. Ao atravessar a rua, mesmo que as pessoas o fizessem fora da faixa de pedestres, os carros paravam, esperavam e em nenhum momento acionavam a buzina. Mesmo que eu me sentisse um pouco atrapalhada por não entender nenhuma placa de indicação (todas em alemão), eu encontrava alguém que ajudasse e me sentia bem recebida.

IMG_0271Outra boa surpresa foi ter encontrado uma barraca ao longo do rio com pessoas ali esperando para distribuir chá quente e bolachinhas de natal para qualquer pessoa que passasse por ali e pedisse. Eles atendiam a todos e ninguém ficava sem chá. Se a expressão ‘primeiro mundo‘ deve ser usada em algum momento, creio que seja para definir Zurique e o seu povo! Eu não consegui ver muitas coisas, mas já foi uma ótima oportunidade para conhecer a cidade e ter a vontade de voltar assim que possível; com certeza vale a pena. Minha única ressalva é com o estilo de viagem: bate-volta de um dia, passando muitas horas dentro do ônibus: nunca mais! É muito cansativo e você acaba ficando cansado demais para aproveitar a cidade como se deve. Pretendo voltar no verão e com mais tempo disponivel, sem duvidas.

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Pontos positivos: a organização, a historia e os pontos turísticos, a educação.
Pontos negativos: a neve e o frio excessivos, pouco tempo de passeio para um percurso de viagem tão cansativo!
Gastos: 25€ viagem de ônibus ida e volta; 6 francos/5€ lanche de almoço; 3,50€ chà; 5 francos/4€ chocolate Sprungli.

Foto minha.

Foto minha.

8 respostas em “Zurique: feira de Natal, frio e gentileza.

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